 |
| Igreja de São Miguel |
Os
primeiros moradores da região foram os índios Tupiniquins. Viviam da caça,
pesca e agricultura de subsistência. Os colonizadores portugueses chegaram
à região por volta de 1530- com a implantação das capitanias hereditárias.
trouxeram consigo os jesuítas para demarcar o território e introduziram
o cultivo da cana de açucar que não prosperou na região devido aos constantes
ataques dos indíos do interior - os aimorés - de tradição guerreira.
A
mais importante edificação feita pelos jesuítas foi a igreja de São Miguel,
em 1718. Após a construção da igreja o povoado passou a se chamar São
Miguel da Barra do Rio de Contas. A influência direta dos jesuítas na
região ocorreu até o início do século XVIII. A maior herança deixada por
eles foi a religião católica.
 |
Sororocuçu |
Em
meados do século XIX, com o inicio do ciclo do cacau, ocorreu o grande
desenvolvimento econômico da região. O acumulo de riquezas provenientes
da exportação do cacau para a Europa fez surgir a figura dos coronéis
(os senhores das terrras). Essa riqueza está ostentada nos casarões e
sobrados- característica marcante da arquitetura colonial que pode ser
observada ainda hoje.
No
período aureo do cacau, conhecido como a época do ouro "negro", Itacaré
era o grande porto de escoamento do sul da Bahia. Com o declínio da cultura
cacaueira, a região passou a viver um período de estagnação econômica
que se estendeu até poucos anos atrás quando os turistas começaram a descobrir
os encantos naturais da região. |